Dia Internacional da Parteira - As diferentes formas de nascer

Dia Internacional da Parteira - As diferentes formas de nascer

Agora que se celebra o Dia da Parteira aproveitamos a data para espreitar a evolução da profissão, ver o que fazem as parteiras dos nossos dias e saber o que dizem os médicos e especialistas sobre o seu papel.

 

Nascimento Hospitalar

 

O nascimento de um filho, seja ele o primeiro ou um entre irmãos, é sempre um momento altamente emotivo, onde não faltam as dúvidas e algumas ansiedades. Hoje em dia a grande maioria das mães procura ter uma gravidez acompanhada por profissionais, sendo seguidas por obstetras que depois estarão também presentes no momento do parto. Seja em clínica privada ou em hospital público as condições podem variar mas haverá sempre equipamentos que procuram assegurar a mais actual das tecnologias associadas, medicação e as boas-práticas em processos que são quase automáticos. Aqui encontram-se ambientes esterilizados, com controlo de todos os momentos e estados de mãe e de bebé, desde as contrações até ao batimento cardíaco passando pela temperatura e respiração. O papel das parteiras perdeu-se a favor da qualidade do acompanhamento médico, segurança e garantias de sucesso no nascimento. Ainda assim, a figura da mulher que acompanhava os primeiros momentos de uma nova vida é algo que as nossas mães e avós ainda se lembram e conseguem lembrar.

 

Nos tempos em que o comum era nascer em casa, a figura da parteira era a garantia de conhecimento, assertividade e confiança que oferecia algumas garantias às mães do que deviam fazer em cada momento do parto. Sem acesso à assistência institucional, a parteira era figura central que se hoje se encontra em extinção, a favor de um novo nome, agora médica obstetra ou enfermeira, com outra formação escolar mas com a mesma devoção.   

 

Ainda é possível encontrar parteiras ‘no activo’, fora do mundo tendencialmente mais rural, e há até novas empresas que nascem com este propósito: facilitar o nascimento em casa. 

 

Nascimento Domiciliário

 

O parto em casa é procurado por futuras mães que procuram viver o trabalho de parto com menor controlo médico, sem anestesias e sem um meio hospitalar que, defendem, não é acolhedor nem familiar. Quem procura um nascimento sem vigilância médica pode recorrer à figura da doula. A doula é no fundo uma parteira que, sem a formação académica, recorre à sua experiência e vontade em ajudar no nascimento para acompanhar, física e emocionalmente, a futura mãe até ao parto e no momento do parto. O parto em casa com este tipo de acompanhamento acarreta riscos médicos, que se prendem sobretudo com emergências ou ’surpresas’ que podem exigir uma resposta imediata. Estes riscos devem ser contemplados antes para a tomada de decisão e a ordem dos Médicos considera que esta é uma prática contra-indicada. O parto em casa, defendem, ocorre com maior privacidade e em ambiente familiar e muitos optam por realizar o parto em água. Uma piscina aquecida (37º) pode parecer um ambiente mais natural para que o nascimento ocorra, relaxando a mãe e retirando algum do ‘peso’ do bebé sobre o colo do útero. Contudo, esta é um escolha que só poderá ser contemplada após confirmação médica e a garantia de que não se trata de uma gravidez de risco. 

 

 

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