Formação CADIn - A Alimentação do bebé

Formação CADIn - A Alimentação do bebé



CADIn tem uma nova formação para pais que desejem saber mais sobre o processo de descoberta da alimentação dos seus bebés. Defendendo que “A alimentação é uma ocupação significativa e necessária para o desenvolvimento e crescimento do bebé”, as terapeutas Catarina Baleia e Milene Matos prepararam a formação Os Sentidos do Bebé e os Desafios na Alimentação.

Percebendo que a alimentação é uma parte fundamental para o crescimento da Pulguinha, em várias vertentes, a dupla de formadoras preparou um menu de conteúdos que vai ajudar pais e bebés ao longo do processo. Entre cores texturas e paladares, aprender a comer é uma tarefa de mão cheia que nos deixou com apetite por saber mais. Fomos conversar com Catarina Baleia e Milene Matos para conhecer os conteúdos da formação e a sua importância para pais e bebés.
 



Na vossa opinião é importante os pais terem noção das várias etapas do desenvolvimento sensório motor?


Sim, é importante conhecer as diferentes etapas do desenvolvimento de forma a proporcionar experiências adequadas ao desenvolvimento da criança e promover a aquisição das competências. Capacita os pais na seleção de atividades próprias para cada idade, evitando lacunas na estimulação dos seus filhos e permite reconhecer sinais de alerta precocemente.
 


De que forma o desenvolvimento sensório-motor influencia a alimentação?
 

Para além de nutrir, a alimentação é também uma das formas de experienciar o mundo que nos rodeia. É um processo complexo que envolve vários órgãos e todos os sentidos, iniciando-se in útero. A formação das estruturas faciais acontece a partir da 4ª semana de gestação e a partir das 20 semanas o feto já apresenta o reflexo de sucção e coloca a mão na boca ou em torno desta.

Anda in útero o feto reage a diferentes sabores ingeridos pela mãe. Assim quando o bebe nasce já conhece alguns sabores, que em conjunto com os outros sentidos, (cheiro, toque, audição, movimento e pressão) permite uma melhor perceção dos alimentos. A capacidade de controlar a cabeça, seguir os alimentos com os olhos, manter a posição de sentado, agarrar os alimentos e leva-los à boca são alguns exemplos das competências necessárias para o sucesso na alimentação.

Para além destes, é também importante que a criança desenvolva a capacidade de tolerar as pequenas variabilidades do contexto tal como a cor, textura e temperatura dos alimentos ou a luminosidade ou ruídos da sala.

O desenvolvimento da criança é cumulativo e cada nova competência acontece no seguimento de competências já desenvolvidas anteriormente. Cada etapa alimentar exige a presença de um conjunto de competências sensorio-motoras que suportam o desempenho oral-motor.
 



Nas várias etapas da alimentação é natural que haja dúvidas específicas dos pais.


1 - Sobre a Amamentação

Quando o bebé está a mamar, por vezes ficamos na dúvida se está a fazer uma sucção suficiente. O que devemos fazer se houver esta dúvida?
 
Numa primeira análise podemos falar do peso e acompanhar o ritmo do bebe.
Para a amamentação correr bem faz sentido que seja em livre demanda – basicamente o bebé mamar quando quer.

Quando falamos de uma sucção (nutritiva e neste caso na mama) eficaz estamos a dizer que é  necessário que o bebé extraia leite da mama, que haja transferência de leite da mama para o bebé.  Existem alguns sinais que nos indicam que isto está a acontecer: boa pega (ex.: posicionamento de lábio inferior, queixo encostado à mama e nariz solto, mais areola em cima da boca do que em baixo) e sinais de sucção eficaz (ex.:sucções lentas  e profunda com pausas, bochechas cheias, a mãe não sentir dor e a mãe ter a sensação de mama mais vazia no final da mamada).

É importante também ter noção do tempo que dura cada mamada - às vezes mamadas muito prolongadas e em que os bebés adormecem muito podem significar que os bebés estão a ter dificuldade em fazer esta extração de leite. Por último, ter atenção se as fraldas têm sempre xixi.
 






2 - A passagem para o biberão

 
Como devo escolher um biberão?

Por vezes a amamentação não é possível. Também pode haver a necessidade de completar a amamentação com alimentação pelo biberão.

Quando assim é, a melhor tetina será aquela mais próxima do formato do mamilo e que permita ao bebé mamar o leite necessário para as exigências nutricionais, num tempo adequado e de forma segura. Existem no mercado tetinas que criam pressão positiva – como acontece na mama – e que permitem um melhor trabalho da função motora oral. Também será importante escolher biberões com sistema de ventilação interna para evitar formação de ar.

Quando alimentamos o bebé com o biberão é importante a tetina estar cheia para que o bebé não engula ar.
 





3 - Até que idade deixar usar chucha


Ouvem-se muitas opiniões sobre a utilização de chucha, umas contra, outras a favor. Haverá um meio termo? O melhor dos dois mundos?

Nem sempre é fácil responder a isto. A verdade é que nos primeiros meses de vida dos bebés a sucção não nutritiva é importante– para os acalmar, para os organizar. Os pais também devem estar atentos ao motivo do desconforto e ter em mente que existem também outras formas de consolar o seu bebé tal como o movimento, o toque ou o som, principalmente nos primeiros meses de vida.  Após esses primeiros meses eu acho que o que é realmente importante são os aspetos relacionados com a frequência e intensidade do uso da chucha (Usa sempre? Para dormir? Fala com a chucha na boca?...). Também é importante a idade de abandono deste hábito. Ou seja, se a criança deixar a chucha até aos 2-3 anos poderá não haver mudanças permanentes na dentição. Por outro lado, prolongar o uso da chucha para além dos 3 e a caminho dos 5 anos pode implicar mais consequências na dentição e palato, bem como alterações na força e posicionamento nas estruturas oro-faciais (bochechas, lábios, língua), que por sua vez condicionam funções como a fala, respiração e deglutição.



4 - A introdução de alimentos sólidos

 
Quando chega a altura de começar a comer sólidos, qual a melhor maneira de o fazer?

A transição alimentar requer disponibilidade, consistência, persistência e rotina por parte do adulto.
Cada criança é única e apresenta limiares sensorias diferentes, sendo por isso necessário que cada uma tenha oportunidades para se envolver no ambiente sensorial de uma forma prazerosa e segura.
A alimentação começa antes do momento da refeição, com a antecipação da rotina, com o contexto calmo e organizado, que está de acordo com a tolerância sensorial da criança. Deve ser divertido e estimular o sentido de curiosidade da criança.
 
O bebé começa a estar preparado para a transição alimentar quando se consegue manter na posição de sentado, abre a boca quando vê comida ou começa a tentar alcançar os alimentos.
Nesta transição devemos manter a expetativas baixas e o foco principal na experiencia agradável durante as refeições e não na quantidade de comida. Não será inicialmente a maior fonte nutritiva.
 
Muitas crianças apresentam dificuldades nesta fase devido as suas características sensoriais às suas dificuldades no planeamento motor  que inclui os movimentos da língua e do maxilar. Nesse caso será necessário recorrer a ajuda de um profissional.






O meu bebé explora a comida, mas come pouco. Devo ficar preocupada?


É muito importante que o bebé faça a exploração dos alimentos através do corpo. Nesta interação entre o próprio corpo e o meio, o bebé toca, experiência a textura e temperatura, observa a cor, dirige o braço e a mão, coordena os movimentos e isto faz com que desenvolva um repertório motor e cognitivo que será a base de uma alimentação cada vez mais competente e autónoma. No entanto, é fundamental garantir a nutrição e o peso adequado do bebé.
 



Quando devo procurar ajuda de um profissional?


Quando existe dificuldade na alimentação, quer seja na manutenção ou ingestão dos alimentos na boca ou na capacidade de se alimentar (aceitar alimentos, levar a mão ou o dispositivo) é necessário ajuda de um profissional.

Quando aparecem estas dificuldades a criança apresenta alguns comportamentos que podem requerer um avaliação especifica. A criança pode ter dificuldade em ganhar peso,  pode engasgar-se frequentemente ou manter o alimento na boca sem o conseguir ingerir, recusar alimentos e aceitar um número restrito de sabores ou texturas, ou apresentar comportamentos muito desafiantes no momento da refeição.



 



Todas as etapas de desenvolvimento da alimentação do bebé estão na ementa desta formação CADIn por isso não percam a oportunidade de participar.

Encontrem AQUI todas as informações e o formulário para inscrição

E aqui podem saber mais sobre as formadoras, Catarina Baleia e Milene Matos: https://www.cadin.net/intervencao-clinica/corpo-clinico

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