Babywearing: O que é um colo bom? E quando o bebé não gosta do colo do Sling?

Babywearing: O que é um colo bom? E quando o bebé não gosta do colo do Sling?



O colo é vital para o desenvolvimento feliz de todos os bebés. Isso mesmo defende Filipa Cachapa, consultora de Babywearing, que partilha connosco a sua visão sobre a importância do colo e sobre como o podemos incluir numa rotina saudável para o dia a dia de pais e Pulguinhas. Mas será que nem todo o colo é bom? Será que nem todas as Pulguinhas gostam do colo do Sling?


O que é um colo bom?

Quando nasce um bebé, nasce uma mãe, um pai... uma família! Multiplica-se o amor, crescem as dúvidas! Então e o colo? E onde deve dormir o bebé? Que linha separa o mimo bom e delicioso do colo que é de mais, que cria hábito?
Vamos por partes! Colo é amor. É conforto, segurança, vínculo. E habitua, sim. Habitua todos, bebés, crianças e adultos, a uma relação de amor e vínculo inquebráveis!  O recém-nascido nasce completamente dependente. Precisa que o alimentem, que o aqueçam, que o protejam dos perigos e que cuidem dele também emocionalmente, dando colo. É uma necessidade vital para a sua sobrevivência.
Agora vem a segunda parte... Numa sociedade com ritmo acelerado em que vivemos, dar colo constante a um recém-nascido, pode ser muito desafiante. Há a casa para cuidar, as refeições para confeccionar. Existem mais filhos, existe a necessidade da mãe também se cuidar. Mas o bebé continua a precisar de colo. E depois lá vêm os comentários da avó, da tia, do primo... As dúvidas do pai ou da mãe “será que vamos habituá-lo mal?”.
O desenvolvimento do recém-nascido depende do afecto, do colo. É uma necessidade vital do bebé, tal como a ser alimentado. O babywearing vem dar resposta a isto: permite-nos colocar o bebé num porta-bebés e transportá-lo no nosso colo.




Como é que podemos definir o babywearing?


O babywearing pode ser utilizado desde o primeiro dia, ainda na maternidade. Sim, porque o bebé nasceu mas ainda não sabe que nasceu. Ele estava num local quentinho, apertado, escuro, onde era constantemente alimentado, ao som do teu batimento cardíaco e dos órgãos internos da mãe. Ele nunca tinha sentido frio ou calor, nem fome ou dor... De repente ouve as vozes bem mais alto, há tanta luz à sua volta e não há nada a conter o seu pequeno corpo. O bebé precisa de se ir adaptando ao novo mundo. Através do babywearing podemos introduzir o bebé deforma tranquila e suave neste mundo “fora da barriga”.
Para todos os bebés e ainda mais no caso dos recém-nascidos, é importante escolhermos opções ergonómicas no que toca a babywearing, de modo a respeitar a sua fisiologia. Devemos garantir que o porta-bebés que escolhemos não força a abertura das pernas do bebé mais do que 60º, numa posição natural da sua coluna e sem exercer pressão nas suas articulações imaturas. Alguns exemplos são o sling de argolas, o pano tecido ou o pano elástico, onde garantimos que o pano cria um “U”, onde o bebé fica aconchegado e com total apoio da coluna e numa correcta posição para a anca em desenvolvimento – sempre com os pezinhos de fora!






E quando o bebé não gosta do colo do Sling?


Por vezes, acontece que os recém-nascidos choram quando são colocados no porta-bebés. Outros parecem simplesmente não gostar colo. Em primeiro lugar, isto não significa que a mãe ou o pai estejam a fazer algo de errado ou que se tenha de aceitar que esse bebé “não gosta de colo”. O choro significa sempre que o bebé está a tentar comunicar algo.
Então, pode seguir esta check-list (depois de excluir razões como a fome, sono, fralda suja ou calor) para tentar dar mais conforto ao bebé:

1. Verifique a posição do bebé: está colocado na vertical, numa linha imaginária entre o seu queixo e umbigo?

Está à “distância de um beijinho”?

Consegue observar que as vias respiratórias do bebé estão livres?

Se tem dificuldade em responder a estas perguntas, marque uma consulta de babywearing. Pode ser apenas uma questão de melhorar o posicionamento do bebé.


2. Se a resposta foi sim a todas as questões anteriores, pense em como está a ser o vosso dia: Como é que a mãe se está a sentir?

Será que está ansiosa, preocupada, insegura?

Como foi o dia do bebé?

Houve demasiados estímulos?

Receberam muitas visitas ou estiveram em ambientes demasiado stressantes/estimulantes?

Nestes casos o melhor é parar e fazer algo agradável ou relaxante. Dançar com o bebé no porta-bebés, sair com ele para um passeio na Natureza, pode ajudar.  O movimento é sempre amigo dos bebés e do nosso estado mental.

3. Se nada disto está a resolver o problema do choro constante do bebé quando está ao colo ou quando usa babywearing, se o bebé mostra um estado de irritabilidade em momentos além destes, considere falar com o pediatra e com um osteopata pediátrico.





Que vantagens há em dar mais uma oportunidade ao babywearing?

Quando a mãe dá colo ao seu recém-nascido, ele sente o seu cheiro, ouve o seu coração... Sente-se protegido, amado e isso tranquiliza-o. Por esse motivo, o uso babywearing está associado a bebés mais calmos e saudáveis, fisicamente e emocionalmente. Têm menos cólicas, refluxo e regurgitação, choram menos, mamam mais e melhor, têm menos problemas de plagiocefalia (deformações do crânio), desenvolvem melhor o tónus muscular e coordenação motora, têm um melhor sentido social, interagindo melhor com o meio envolvente, sentem-se integrados na rotina familiar, tendem a ser mais independentes, sentem-se mais seguros e confiantes. Vamos dar mais colo aos nossos bebés, com a certeza de que estamos a fazer o melhor por eles e por nós!


Filipa Cachapa
Consultora de Babywearing ClauWi®
Co-fundadora da Matrioska

Contactos:
www.matrioska.pt
matrioska.evora@gmail.com
965212096

No Facebook: Facebook.com/matrioska.evora

No instagram: @matrioska.atelier


A Filipa é mãe da Laura, socióloga especializada na área da Família e consultora de Babywearing certificada pela escola ClauWi Trageschule Schweiz. É também co-fundadora da  Matrioska onde apoia famílias com bebés e crianças pequenas.

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