Queda de Cabelo após o parto
Durante a gravidez tudo muda, além do óbvio crescimento da barriga, a pele fica mais luminosa, as unhas ficam mais fortes, os cabelos ficam mais resistentes, vibrantes e lustrosos. E este é provavelmente um dos efeitos secundários que gostaríamos de manter após o nascimento da Pulguinha. Infelizmente, é mais comum o contrário.
A alopecia, ou queda de cabelo, que ocorre após a gravidez é um fenómeno bastante comum. Entre as queixas de mazelas pós-parto das recém mamãs, esta está no topo da lista e fomos falar com a Dr.ª Ana Rita Garcia, nutricionista em Doenças metabólicas e comportamento alimentar para descobrir o que causa e o que fazer para recuperar, de forma natural, da queda de cabelo após a gravidez.

O que provoca a queda de cabelo após o parto?
A queda de cabelo após o parto é um fenómeno comum que se relaciona com as alterações hormonais que ocorrem neste período. É preciso sublinhar que estas alterações hormonais são normais e não patológicas.
Quanto tempo em média dura este fenómeno?
É esperado que esta situação normalize durante o primeiro ano de vida do bebé. Caso esta situação se prolongue e/ou se torne motivo de grande transtorno para a mãe, esta deverá consultar o seu médico assistente.
O que podemos fazer para combater esta queda de cabelo de forma natural?
De forma natural podemos utilizar alguns alimentos específicos como aliados. No entanto, em primeiro lugar, devemos garantir que a mãe tem uma alimentação de base saudável, ou seja, completa, equilibrada, variada e pobre em produtos industrialmente processados. É preciso que a alimentação da mãe lhe forneça a quantidade necessária de proteína para os processos de renovação celular, as calorias suficientes para compensar as suas necessidades nutricionais, que estão ainda aumentadas durante o período em que amamentar, e ainda uma hidratação adequada.
Garantindo uma alimentação com estas características, podemos então pensar em reforçar o consumo de alimentos específicos, ricos em vitaminas do complexo B, vitamina A, vitamina C e vitamina E, assim como alimentos ricos em ácidos gordos essenciais, zinco e selénio.
Que outros ingredientes devem “fazer parte da ementa” para uma vida saudável da recém-mamã?
A recém-mamã deverá incluir na lista de compras hortofrutícolas da época e, se possível de produção local. Diariamente recomenda-se um consumo mínimo de 400g de hortofrutícolas.
Para melhorar o aporte de vitamina C pode apostar nos citrinos. Lembre-se no entanto que a vitamina C é lábil à luz e à temperatura e que o sumo de laranja que espremer só tem o efeito desejado se consumido na hora.
A vitamina A vai encontrá-la no fígado de vitela, porco ou vaca. Se não gostar pode apostar na cenoura, na batata-doce, na couve galega, no safio ou na enguia.
A vitamina E e os ácidos gordos essenciais pode encontrá-los nas fontes de gorduras vegetais: azeite, frutos oleaginosos (noz, amêndoa, avelã, caju, pinhão, castanha do brasil), sementes (linhaça, chia, cânhamo) mas também nas beldroegas e ainda nos “peixes azuis” (cavala, sardinha, atum ou salmão).
Os minerais zinco e selénio surgem em crustáceos, leguminosas, cereais (verdadeiramente) integrais como os flocos de aveia, vísceras e marisco.
Nesta lista não se encontram suplementos multivitamínicos, pois estes muitas vezes incluem uma quantidade extraordinária, entenda-se mais de 100% da dose diária recomendada, de vitaminas lipossolúveis (vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina K). Este consumo poderá tornar-se nocivo a longo-prazo.
Mais informações:

Ana Rita Garcia, natural de Évora, Nutricionista, cédula profissional da Ordem dos Nutricionistas 2208N, licenciada em Dietética e Nutrição pela Universidade do Algarve, a frequentar o curso de mestrado Doenças Metabólicas e Comportamento Alimentar da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, a exercer no ginásio Be In Shape em Évora.
Contactos Ginásio Be In Shape
Email: benutrition.evora@gmail.com
Telefone: 266 706 485
Morada: Rua António Francisco Melro Nº12, 7000-063 Évora

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