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Especial Dia da Mãe Como ter tempo (de qualidade) com todos os filhos?

Especial Dia da Mãe Como ter tempo (de qualidade) com todos os filhos?

A chegada de uma nova Pulguinha muda as rotinas de toda a casa, irmãos e irmãs mais velhos inclusive. Para evitar ciúmes e inseguranças e continuarmos a sentir que estamos a conseguir dar resposta a todas as solicitações, é imprescindível termos tempo para todos os filhos. Um desafio complicado que fica mais fácil graças às estratégias partilhadas pela Dr.ª Rosa do Amaral – psicóloga clínica, especialista em Intervenção Familiar -.

 

1. Quais são os problemas mais comuns na distribuição do tempo e da atenção dos pais?

 

Os problemas mais comuns que os pais me apresentam é o das queixas dos filhos relativamente à insuficiência do tempo ou a injustiça na distribuição do mesmo. Muitas das vezes os pais tentam gerir o tempo familiar de forma a conseguirem estar juntos, a não separarem a família, criando oportunidades para que todos em conjunto convivam e passem tempo de qualidade, surgindo o problema das crianças sentirem que muitas das vezes não têm um tempo próprio, único, especial e exclusivo. A escolha de programas também gera muitas vezes conflitos pois a diferença de idades entre as Pulguinhas, cria uma escolha por baixo, ou seja, escolhe-se a actividade adequada à Pulguinha mais pequena o que faz as mais velhas sentirem-se infantilizadas ou nem sempre respeitadas nas suas vontades.

 

 

2. Como explicar às Pulguinhas mais crescidas a divisão de atenção?

 

A melhor forma de fazer explicar é pelos comportamentos e pelo assegurar de que todas as Pulguinhas têm um lugar próprio e tempos individuais. Fazendo-as sentir que há justiça na distribuição, e preocupação em fazer o tempo e atenção chegar a todas as Pulguinhas. Às vezes envolver as mais crescidas na gestão do tempo, das tarefas a executar e no balanço do que elas querem fazer, ajuda à compreensão com um maior sentido de entendimento entre os pais e as Pulguinhas.

Os pais podem exemplificar porque é que às vezes a atenção às Pulguinhas mais novas tem de ser diferenciada e mais presente, quase num modo de fazer sobreviver, enquanto que com as mais velhas já existe uma confiança maior que permite uma atenção muito mais lúdica e prazerosa, fazendo-as sentir mais crescidas e orgulhosas de si mesmas.

 

3. A que estratégias podemos recorrer para nos ajudar a equilibrar os horários?

 

Enquanto terapeuta e mãe, faço defesa de se criar diferentes tipos de tempo familiar. Tempo a todos, tempos individuais (dos progenitores) e tempos emparelhados. Estes últimos são os tempos em que a mãe ou o pai, conseguem passar momentos com cada Pulguinha individualmente. Um tempo único, especial e direccionado aos gostos e preferências da Pulguinha, sem que os irmãos participem.

Estes tempos a sós devem ser frequentes, não substituindo os tempos em família. Por exemplo, a Pulguinha mais velha quer ir ao cinema, e não quer ver um filme de animação, não tem mal um pai ir com uma Pulguinha ver um filme e outro pai ir ver outro filme. Um pai ir jogar à bola para a praia com duas das Pulguinhas e a mãe ir ao supermercado com outra, aproveitando para um lanche num sítio que a Pulguinha goste. Nós pais temos de saber gerir os tempos de forma a que todas as Pulguinhas por momentos sintam que são filhos únicos, ou para que sintam que em diversos momentos terem irmãos não lhes tira espaço para serem também pessoas únicas. Aprender a partilhar é uma das grandes vantagens de crescer rodeado de irmãos, mas também cabe aos pais fazer cada uma das Pulguinhas crer que é especial ser único em si mesmo, merecendo o respeito pelas suas vontades específicas em momentos que se criam para serem especiais.

 

4. Com o Dia da Mãe a chegar qual é o melhor presente que as mães podem oferecer-se a si mesmas?

 

Oferecer tempo. Oferecer a paz de poder usufruir de momentos em que faça o que lhe apetece, e crie condições para se sentir mimada, para fazer o Domingo parecer eterno carregado de momentos únicos. Não tentem criar um horário apertadinho ao minuto, onde tentam encaixar muita coisa. Ofereça a si mesma um dia cheio de afecto mas livre de um relógio acelerado. Vá caminhar, passear, fazer um pic-nic, tirar fotos, ver filmes, não tire o pijama, tome um banho de imersão, junte a família ou fuja em família. Não planeie nada deixe os outros decidir ou peça o que quer. Liberte-se, tire meia hora para cada Pulguinha, escreva um postal para cada uma delas onde lhes diz o que é ser mãe, marque uma massagem, compre um perfume, jogue monopólio, façam uma maratona de filmes...etc., ame-se, ame as suas Pulguinhas e reclame o dia para si. Feliz dia da MÃE.

 

 

 

 

Sobre Rosa do Amaral

Psicóloga Clínica, PhD

Intervenção Familiar, de Casal e Reabilitativa

Clínica Europa em Carcavelos

http://www.rosadoamaral.net/

http://onorteosrepare.blogspot.pt/

www.facebook.com/Nós-Familiares-Terapia-e-Apoio-Familiar

 

 

 

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