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A Dança para um pós-parto positivo - Inscrições abertas

A Dança para um pós-parto positivo - Inscrições abertas

Inês Pargana no âmbito do seu Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica sob orientação de Maria João Freitas desenvolvem uma proposta para um pós-natal mais positivo e nós, claro, ficámos em pulgas por saber mais.

A Inês Pargana é Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediatria, e a Maria João Freitas é PhD e Professora Adjunta na ESEL e juntas combinaram o saber e a experiência para apresentar a dança como um ponto central na construção de um pós-parto que ajuda tanto a mãe quanto o seu bebé. Estas sessões de dança estão agora disponíveis e abertas a todas as mães e bebés. Vejam no final do artigo como podem participar tanto nas sessões de dança quanto no desenvolvimento deste estudo sobre os benefícios da dança no período pós-natal.

Como começou o projeto de Dançar para um pós-parto positivo?

"A dança é universal e em todas as culturas está enraizada algum tipo de dança ou forma de dançar. É uma atividade prazerosa para quem a pratica, transmite sentimentos de bem-estar e satisfação, é facilmente adaptável a limitações físicas e traz múltiplos benefícios a nível da saúde física e mental, tanto enquanto atividade física como intervenção terapêutica." *

O pós-parto é entendido pela Organização Mundial de Saúde como os primeiros 42 dias após o nascimento. Nestas 6 semanas, o bebé tem o seu primeiro contacto com um mundo que é enorme, ruidoso, frio e um bocadinho assustador. Por isso, a presença quente, reconfortante e familiar da mãe é uma necessidade. O abraço e o colo é tão importante nesta etapa quanto mamar e dormir. O colo e o abraço do Sling Casulo são fundamentais para um contacto pele a pele, feliz e promotor do desenvolvimento equilibrado do bebé. No entanto, há mais que os pais podem decidir fazer para aumentar o bem estar do bebé, e também para combater a ansiedade, o stresse, a preocupação e até a depressão nos pais. Entre estas medidas está a dança, orientada e promovida pela figura do Enfermeiro Obstetra, como um recurso promotor da saúde e bem-estar.

De notar que "de acordo com as práticas recomendadas no guia Recomendações para uma Experiência Pós-natal positiva (OMS, 2022), rotinas de exercícios podem ser retomadas gradualmente após a gravidez assim que for clinicamente seguro, dependendo do tipo de parto (vaginal ou cesariana) e a presença ou ausência de exames médicos ou complicações cirúrgicas."

Inês Pargana indica que " a escolha da temática tem duas vertentes: por um lado, a minha experiência enquanto Enfermeira que presta cuidados nos contextos após o parto e que perceciona, em reflexão diária e constante o que está descrito na literatura que mencionei anteriormente, dado que, efetivamente há um enfoque muito grande relativo ao trabalho de parto e parto e o período pós natal que apresenta um grau de complexidade e fragilidade é tantas vezes pouco refletido pela Mulher e pelo casal, e até algo subvalorizado pelos próprios profissionais de saúde."

Mas esta abordagem nasce também da sua experiência enquanto mãe. "Por outro lado, tenho a minha própria vivência enquanto Mulher-Mãe deste período tão delicado e “flutuante”, em que utilizei a dança como uma ferramenta irrefletida para o meu bem-estar na vivência do período pós-natal. É assim que surge o tema Dançar para um Pós-Natal positivo: Um cuidado do Enfermeiro Obstetra, no sentido de conhecer os contributos da dança e torná-lo um cuidado centrado na Mulher dinamizado pelo Enf.Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, de forma a favorecer a experiência positiva no período pós-natal", explica.

Quais as vantagens da dança no pós-parto?

A dança, sendo uma atividade que pode ser desenvolvida a solo, com o bebé ou em grupo, permite uma adaptação à mãe e ao seu bebé, trazendo vantagens a ambos.

Vantagens para mãe e bebé:

  • Aumento do tempo de qualidade mãe-bebé; 
  • Melhoria da relação e comunicação mãe-bebé; 
  • Conhecer melhor as características e comportamentos do bebé;
  • Promover a vivência de momentos divertidos a dois. 

Vantagens para a mãe:

  • Respeito e cuidar de si e da sua imagem corporal; 
  • Consciência do seu próprio corpo e necessidades; 
  • Experimentar um local seguro de partilha, escuta e rede de apoio; 
  • Fomentar o sentimento de pertença, inclusão, solidariedade e confiança; 
  • Experiência promotora da recuperação, tonificação e mobilidade corporal face às alterações decorridas da gravidez e pós parto;
  • Melhoria bem-estar psicológico;
  • Promoção de sentimentos positivos como a alegria e tranquilidade;
  • Aumento da autoestima e da confiança. 

"A dança revela-se uma intervenção importante para a mulher-mãe, com vários contributos para a mulher que dança sozinha, mas também para a mulher que dança com o bebé, sendo que, o dançar em grupo é considerado uma mais valia pela possibilidade de partilha, escuta e de interação social. A dança é de fácil execução e com múltiplos benefícios, nomeadamente a promoção da vinculação, do bem-estar físico, psicológico e social, a gestão e redução do stress e a promoção do autocuidado, pelo que é uma atividade recomendada no período pós-natal."

Claro que, a nossa recomendação passa pela utilização do Sling Wrap para acompanhar todas as danças, tornando-as mais seguras e com enorme potencial de cumplicidade, carinho e partilha. Por isso, vejam aqui  mais sobre a utilização deste modelo de babywearing e falem connosco para saber mais.

Como podem participar nas aulas e na continuação deste estudo sobre os contributos da dança para um pós-parto mais positivo?

  • Quem pode participar: Destinadas às mulheres entre a primeira e sexta semana após o parto (42 dias após o parto) 

  • Duração: cerca de 45 minutos: momento de partilha inicial e apresentação, sessão de dança, momento final de partilha. 
  • Inscrições: https://linktr.ee/posnataldance 
  • Datas: Ao aceder ao linktree selecione a data ou as datas pretendidas (pode participar em mais do que uma sessão desde que esteja no tempo) 
  • No final, através da aplicação dos questionários de investigação (que são anónimos) é pretendido avaliar o impacto das sessões de dança para a mulher no período Pós- natal; Descrever os contributos da dança para uma experiência positiva no Pós-natal enquanto cuidado do Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica.

1. Branco, SML. A SENHORA DANÇA? Estudo exploratório da influência da dança no suporte social e no bem-estar psicológico em adultos portugueses. (2011) [Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica, Escola Superior de Altos Estudos do Instituto Superior Miguel Torga]. https://www.psicologia.pt/teses/textos/TE0008.pdf. 2. Machado CS, Menezes LP. A dança e as alterações fisiológicas no organismo humano: um estudo de revisão. R. bras. Ci. e Mov 2020;28(2):39-58. 3. Finlayson K, Crossland N, Bonet M, Downe S. What matters to women in the postnatal period: A meta-synthesis of qualitative studies. PLoS One. 2020 Apr 22;15(4):e0231415. doi: 10.1371/journal.pone.0231415. PMID: 32320424; PMCID: PMC7176084. 4. World Health Organization. WHO recommendations on maternal and newborn care for a positive postnatal experience. (2022) ISBN 978-92-4- 004598-9 Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. 5.Candel TU. Cuerpo y Maternidad. (Una mirada arteterapéutica). Arteterapia. 2016, 3 Jul; 11:185-91. 6. Doonan F, Bräuninger, I. Making space for the both of us: how dance movement therapy enhances mother–infant attachment and experience. Body, Movement and Dance in Psychotherapy. 2015 Nov 11; 10(4): 227-242. 7. Sanchez HF, Hernández CBE, Sidani S, Osorio CH, Contreras EC, Mendoza JS. Dance intervention for Mexican family caregivers of children with developmental disability: A pilot study. Journal of Transcultural Nursing. 2020; 31(1): 38-44. 8. Kedem D, Regev D. Parent-child dance and movement therapy (PCDMT): mothers’ subjective experiences. Body, Movement and Dance in Psychotherapy. 2021 Feb 7; 16 (2): 136-149. 9. Kedem D, Regev D, Guttmann J. Moving together: Assessing the effectiveness of group mother-child dance and movement therapy. The Arts in Psychotherapy. 2021 April 6; 74. 10. Santos ERDS, Mendonça GDA, Souza ZCSN, Morais AC, Novaes AL. Dança circular em maternidade: Vivência extensionista. RBEU [Internet]. 2021 Jan 31;12(1):23-2. 11. Silva EM da, Schmidt BC, Sá M das GCS de, Chicon JF. A (RE)DESCOBERTA DE SI: IMPLICAÇÕES E APRENDIZAGENS PRODUZIDAS A PARTIR DO PROJETO “CUIDADORES QUE DANÇAM”. Movimento. 2016 Agosto 15; 22 (3): 889-900. 12. Szalewska D, Skrzypkowska M. Physical activity patterns, depressive symptoms and awareness of cardiovascular risk factors in postpartum women. Ann Agric Environ Med. 2016;23(3):502-505. https://doi.org/10.5604/12321966.1219195

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